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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Tecnologia da Informação é prioridade para deputado Beto

Uma parceria entre o deputado federal Beto Albuquerque (PSB) e o setor de Tecnologia da Informação começou a ser concretizado na tarde desta segunda-feira (16). Em reunião com representantes do Conselho das Entidades de Tecnologia da Informação (CETI), em Porto Alegre, Beto recebeu reivindicações, principalmente no que se refere à ampliação e qualificação do ensino técnico nesta área.

Envolvido nas questões de ciência e tecnologia desde o primeiro mandato de deputado federal, Beto, que agora concorre pela quarta vez, afirmou aos representantes das entidades que é necessário fazer o governo federal entender a necessidade e a urgência de ações na área de TI. “Essa é a pauta número 1 porque interessa a muita gente”, salientou o parlamentar.

Presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assepro-RS), Márcio Miorelli, destacou que o setor pretende entrar o ano de 2011 com forte atuação e com parceiros no Congresso Nacional. A capacidade de competitividade é outra preocupação das entidades, que acreditam que a prioridade neste momento deve ser a busca pela inovação, capacitação e internacionalização das empresas.

Embora o setor de TI esteja mobilizado nacionalmente, os representantes das empresas estão certos de que suas pautas ainda não repercutem no Congresso como deveriam, por isso sentem a necessidade de buscar parlamentares comprometidos com a causa. “Esse protagonismo político de nossas entidades deve se transformar em força no Congresso”, afirmam.

Presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio Grande do Sul (Seprorgs), Edgar Serrano defendeu o investimento na formação de mão de obra, com cursos técnicos de formação. Beto lembrou aos representantes das entidades que o governo Lula deu um salto no que diz respeito a instituições de ensino técnico. “Em 103 anos o Brasil criou 103 escolas técnicas. Nos últimos oitos anos, período do governo Lula, outras 214 escolas técnicas foram criadas, destas 160 foram efetivas, 18 delas no Rio Grande do Sul”, comemora Beto.

O deputado destacou ainda que é preciso trabalhar pela modernização do currículo dos cursos técnicos e detalhou o trabalho desenvolvido pelo MEC nesta área por intermédio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec). Beto afirmou ao grupo que apoiará as pautas por eles apresentadas e que defenderá que o PSB permaneça à frente do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) para que ações na área de TI continuem sendo implementadas. “É fundamental compreender a importância do setor que vocês representam”, concluiu Beto.

Brasileiro gosta de inovações, mas teme adotá-las

SITE DIÁRIO DA SAÚDE

Você imagina que há alguma diferença entre Brasil, Holanda, Suécia, Alemanha e Reino Unido na hora que uma pessoa de cada um desses países resolve fazer uma compra pela internet?

O pesquisador Abrão Caro, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, escolheu esses países para analisar como é o perfil de cada nacionalidade ao adquirir produtos por meio do computador.

Tendo os estudantes universitários como alvo de seu estudo, o pesquisador se interessou em encontrar fatores que influenciam uma pessoa a optar pela compra via internet.

Segundo o estudo, o comportamento na compra online exibe os perfis de cada nacionalidade.

Variáveis de comportamento
As variáveis que foram utilizadas por Caro para embasamento de sua tese e que diferenciaram os países analisados foram elaboradas pelo psicólogo holandês Geert Hofstede.

São elas: nível de desigualdade no país (PDI), individualismo (IDV), masculinidade (MAS) e aversão junto à incerteza (UAI). "Essas variáveis também farão diferença ao traçar o perfil de quem compra pela internet em cada país", conta o pesquisador.

Os valores dessas variáveis são numéricos, portanto é possível comparar diversos países para entender melhor o comportamento de cada um. Por exemplo: ao confrontar os dados de Brasil e Suécia, percebe-se que a cultura nacional faz com que os dois países tenham características praticamente opostas.

Em termos de desigualdade, o Brasil atinge o número 69, e a Suécia, 31, o que mostra que o segundo país é mais igualitário. Observando o individualismo, a Suécia teve o número mais alto: 71 contra 38 do Brasil.

Masculinidade

O dado mais contrastante é o de masculinidade: apenas 5 da Suécia contra 49 do Brasil. "O número mais baixo mostra que esse país preza mais pela qualidade de vida, e não tanto pelo poder", afirma Caro.

A Suécia também se mostra um país muito mais seguro de si do que o Brasil: a aversão do brasileiro junto à incerteza chegou a 76 pontos, enquanto os suecos ficaram em apenas 35 pontos.

"O Brasil é um país que se cerca de leis e regras diante de uma incerteza. Os países europeus, porém, têm uma população mais segura de si, que saberá lidar com esses impasses", explica Caro, que exemplifica a variável com a lei do assento preferencial em transportes públicos. "Não seria preciso uma lei se todos tivessem consciência de que idosos, gestantes, pessoas carregando crianças no colo e deficientes têm preferência para ocuparem os assentos."

Psicologia Social

A partir desses dados, o pesquisador analisou o que leva o consumidor online a ter a atitude de compra. Caro, baseando-se em teoria da Psicologia Social, concluiu que três fatores eram os que mais influenciavam a intenção e, consequentemente, a adoção da compra: a predisposição para comprar, a pressão social e o que o pesquisador chama de controle percebido.

"É o mesmo tipo de análise que alguém faz, por exemplo, quando quer parar de fumar: primeiro, há o desejo de parar de fumar. Além disso, a sociedade se manifesta contra os fumantes: lei antifumo e fumódromos são fatores de pressão social. Por fim, o controle percebido é a dúvida. A pessoa quer parar de fumar, é pressionada a isso, mas não sabe se consegue. Se o controle percebido é baixo, ela tem menos dificuldade em parar", explica.

Essa atitude de compra, todavia, também tem seus antecedentes. Entre eles está a compatibilidade com o estilo de vida da pessoa: será que comprar pela internet é a forma mais cabível e vantajosa?

Nos países europeus, o antecedente que mais se destaca é o envolvimento. É ele que mostra que o continente europeu já lida com grande naturalidade com a internet. Já no Brasil, o que se destaca é a inovatividade, já que a adoção da internet como meio para compra ainda é uma grande novidade no país.

Personalidade brasileira

Para ilustrar a distribuição dos adotantes de uma inovação, Caro se utilizou de uma curva de Gauss.

O Brasil, nessa curva, está nos adotantes iniciais das inovações da internet, o que mostra que a sociedade brasileira está, crescentemente, aderindo a novidades da rede. A maioria dos países europeus, porém, está na segunda metade da curva, em que os adotantes não imediatos são maioria na sociedade.

Por meio de todos os dados explicitados, então, Caro concluiu que o brasileiro é uma pessoa que vive em uma sociedade desigual, que está crescentemente se interessando pelas inovações e pela posse. Porém, ainda é uma pessoa cheia de incertezas e receios em relação às novidades sobre as quais tem tanta curiosidade.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Beto destinou R$ 300 mil para cidade digital de Nova Prata

Data da postagem original 7 de abril de 2010

Nova Prata, município localizado na Região Nordeste do Rio Grande do Sul, começa a entrar na era digital. O deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS) destinou R$ 300 mil ao município por meio de emenda individual ao Orçamento Geral da União para a implementação de uma Cidade Digital. Nesta quarta-feira (07), o prefeito Vitor Pletsch (PSB) esteve no gabinete em Brasília para tratar do assunto com o deputado.

Na conversa, Pletsch disse ao parlamenentar estar certo de que Nova Prata passará a viver uma nova realidade a partir dessa inovação. “É um avanço sem precedentes, uma verdadeira transformação que está prestes a chegar para a nossa população”, avaliou o prefeito.

Com estes recursos, a prefeitura pretende interligar os serviços de saúde, educação e segurança, além de oferecer à população rural acesso gratuito à internet. Para Beto Albuquerque, a implantação de cidades digitais em municípios como Nova Prata, com 25 mil habitantes, é um avanço que precisa ser prioridade para os bons administradores que tenham a gestão pública como meta.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O novo livro

SITE PLANETA SUSTENTÁVEL

A tecnologia mudará o jeito como encaramos a leitura. Ninguém mais vai julgar um livro pelo número de páginas, e sim por quanto tempo ele vem sendo escrito (um processo que poderá durar infinitamente). E o livro vai se transformar em um fórum, um espaço em que leitores trocarão ideias entre si e com os autores. É o que diz Bob Stein, presidente do Instituto para o Futuro do Livro, dos EUA

O que o livro digital vai criar?
Um novo tipo de relação social. O livro existe para difundir ideias, para que possamos falar delas. Mas hoje lemos um livro e conversamos depois, quando nos encontramos com outras pessoas. Com o livro digital, as duas etapas vão acontecer ao mesmo tempo. A conversa vai passar para as próprias páginas do livro.

Como assim?
E-readers, computadores e outras plataformas de leitura digital estarão conectados entre si, via internet. Eu estarei conectado a outros leitores que escolheram o mesmo título - ou seja, o livro estará em rede. As anotações que eu fizer em uma página ficarão visíveis para todos. Será uma nova forma de conversa. Comprarei um livro para minha neta e deixarei notas para ela, que escreverá de volta para mim, por exemplo.

O que mudará para autores?
O autor de um livro em rede será o líder de um grupo. Ele lançará um tópico e comandará os leitores num empenho para ampliar o conhecimento, já que cada um fará anotações e iniciará suas próprias discussões. Alguns autores vão querer fazer um texto completo e colocá-lo em debate. Outros colocarão rascunhos que serão trabalhados pelos leitores. Se um livro continuará sendo escrito depois de lançado, os leitores vão pagar por uma obra incompleta, então?Acredito que um modelo que vai surgir é o de assinatura.
As pessoas vão assinar um livro, e não comprar. Serão assinantes da obra pelo tempo que quiserem - quando perderem o interesse na discussão, param de pagar. O mesmo vale para o autor. Ele seguirá editando o material por semanas ou anos. Vai se envolver com os leitores, e não com o assunto em si. No dia em que o assunto deixar de lhe interessar, ele deixará de receber. Ou talvez o livro se torne público. E as editoras de sucesso terão a capacidade de construir comunidades vibrantes em torno dos livros.

Ler e escrever vão deixar de ser momentos solitários?
Ler e escrever sempre foram atividades sociais. O costume de ler livros em voz alta durou até meados do século 19. Antes de Gutenberg permitir que tivéssemos cópias de um livro, o conceito de autor nem existia. Portanto, a noção de que uma ideia é criada por alguém e recebida por outro é recente. Com a tecnologia, vamos ter uma nova era de colaboração. O grupo valerá mais do que o indivíduo.

O que falta para essa era?
Reinventar tudo o que faz o livro funcionar: editoras, livrarias, prateleiras. O esquema de venda hoje é dedicado ao impresso: vender um objeto para um só indivíduo. Claro, nem todos os leitores vão querer entrar na discussão em rede, e o estilo atual de leitura ainda vai existir. Mas ninguém criou um modelo para a leitura social. Exemplo: posso lançar uma pergunta a amigos como "Quero ler esse livro - quem quer ler comigo no fim de semana?" Isso vai acontecer. E ainda não sabemos como atenderemos a essa demanda.

Eduardo Szklarz

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Futuratec, a videoteca do Canal Futura

Post publicado originalmente no blog Sobre Educação - 25/06/10

O Canal Futura através de um serviço de busca, download e compartilhamento coloca a disposição dos educadores boa parte do seu acervo.O Futuratec é uma ferramenta que pode auxiliar o educador em seus projetos, trazendo para a sala de aula um recurso valioso para dinamizar e enriquecer suas aulas.São cerca de 700 episódios, na íntegra, organizados por temas, facilitando a busca de programas a partir dos assuntos que o professor deseja abordar em suas atividades educativas.

É possível fazer a busca por arquivos digitando o conteúdo ou selecionando entre as trinta categorias disponíveis, entre estas: Direitos humanos, diversidade cultural, cultura afro-brasileira, ciência e tecnologia, atualidades, entre outras.Vários tutoriais auxiliam o professor a fazer o download, a gravação e o compartilhamento dos vídeos e um fórum está disponível para sanar dúvidas e conferir detalhes sobre como utilizar o material.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Programa entrega 48,9 mil computadores em 112 escolas

Com mais de 52,7 mil computadores distribuídos em escolas públicas de todo o país, o programa Um Computador por Aluno (UCA) inicia, esta semana, a entrega de mais 48,9 mil máquinas portáteis (laptops) em 112 unidades de ensino. Até o fim do ano, o Ministério da Educação entregará 150 mil computadores portáteis a alunos de 300 escolas da rede pública.

A distribuição do equipamento faz parte da política de tecnologias da informação e da comunicação (TICs). Os professores passam por capacitação para uso do equipamento. Na escola municipal Neli Betemps, em Candiota, Rio Grande do Sul, os estudantes estão preparados para usar o equipamento. Rodrigo Kubiaki Dias, 14 anos, e Natan Fernando Moreira, 12, não têm computador em casa.

O primeiro contato com o equipamento ocorreu este ano, com a instalação de laboratório de informática na escola. Eles começaram, então, a participar das oficinas de aprendizagem promovidas pela escola em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — as oficinas dão aos alunos a oportunidade de se tornarem monitores do programa UCA.

Com o encerramento das oficinas, no dia da inauguração do programa na escola, Rodrigo e Natan foram os responsáveis por apresentar os colegas ao universo tecnológico. “Eles começaram a ensinar os amigos a usar o equipamento e mostraram projetos que elaboraram”, revela Bruno Fagundes Sperb, psicólogo do Laboratório de Estudos Cognitivos da UFRGS. As oficinas duraram três dias. Com um software de construção de objetos de aprendizagem, Rodrigo, aluno do sétimo ano, e Natan, do quinto ano, usaram princípios de operações lógicas do pensamento para programar objetos digitais que eles mesmos produziram.

Segundo o psicólogo, os dois estudantes apresentavam dificuldades para acompanhar o currículo escolar tradicional. Agora, são citados pelos professores como exemplos de concentração, disciplina e evolução.

Especificações — O modelo do laptop tem quatro gigabytes de armazenamento, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia de três horas e peso de até 1,5kg. É equipado para rede sem fio e com conexão de internet. O custo de cada equipamento é de R$ 550. O investimento total, R$ 82 milhões.
As escolas foram escolhidas pelas secretarias estaduais de educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O programa teve a fase inicial em cinco escolas do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.

Fonte: Nota10 - Notícias de Educação.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Geração Y não abandonará as redes sociais

SITE VEJA VIDA DIGITAL

Um estudo conduzido pelo instituto Pew Internet & American Life Project, nos Estados Unidos, mostra que a esmagadora maioria dos especialistas em tecnologia acredita que as redes sociais são muito mais do que uma moda passageira entre os jovens que nasceram sob a influência da internet, popularmente conhecidos como Geração Y.

Mais de dois terços dos 895 entrevistados - acadêmicos, pesquisadores e executivos de grandes universidades e empresas como Google, Microsoft, Yahoo! e Linux - afirmam que a Geração do Milênio, ou Geração Y, continuará usando as ferramentas sociais quando entrar na fase adulta ou constituir família.

O levantamento faz parte de um estudo maior chamado O Futuro da Internet, que está na sua quarta edição e procura mapear as crenças daqueles que mais influem no desenvolvimento de novas tecnologias. O objetivo principal do estudo identificar as expectativas dos especialistas para a rede entre 2010 e 2020.

Para os pesquisados, "os nativos digitais continuarão usando as redes sociais e revelando na internet informações pessoais, no intuito de se manterem conectados com o mundo nos mais variados aspectos, sejam eles sociais, econômicos ou profissionais. Mesmo quando adultos e com mais responsabilidades, os integrantes desse grupo seguirão compartilhando informações privadas com frequência".

Os especialistas acreditam que as vantagens do compartilhamento de informações íntimas superam as possíveis consequências negativas. Um programador do Mozilla exemplifica: "A menos que os jovens da Geração Y tenham uma epifania coletiva com relação ao valor da privacidade, eles continuarão a negligenciá-la em troca dos benefícios de uma vida digital".

Apenas 29% dos voluntários acreditam que os "nativos digitais" perderão o interesse em sites como Facebook e Twitter no futuro.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Redação da Unifra aborda o tema família e novas tecnologias

Gabarito da instituição de Santa Maria será divulgado às 14h desta terça-feira.

O vestibular de inverno da maior instituição privada de Ensino Superior de Santa Maria – o Centro Universitário Franciscano (Unifra) – começou por volta das 8h30min desta terça-feira com 540 vagas em 12 cursos. Dos 1.148 inscritos, 82 não compareceram à prova. A abstenção ainda é extra-oficial.A prova, oferecida em um único turno, é composta de 60 questões objetivas e a redação.

O tema da redação foi Família Conectada, abordando as relações entre pais e filhos e as novas tecnologias. Por volta das 14h, o gabarito das provas será divulgado no site da instituição http://www.unifra.br/ e no site do Diário de Santa Maria. A listagem dos aprovados será divulgada dia 9 de julho, às 15h, no saguão do campus 1, no site da Unifra e no do Diário

Fonte: Diário de Santa Maria.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sala interativa: giz e quadro são coisas do passado

Município equipa as escolas com ferramentas eletrônicas para atrair nova geração de alunos

Para driblar a evasão escolar e despertar o interesse de uma nova geração pela sala de aula, Campo Bom, no Vale do Sinos, aposta em tecnologia. Mesas educativas, lousas interativas e dezenas de notebooks chegaram às escolas municipais.

O investimento de R$ 1 milhão promete aliar tecnologia e diversão ao processo de alfabetização. Os 40 equipamentos permitem atividades com áudio e vídeo, tradução para a Língua Brasileira de Sinais (libras) e aprendizado em braile. A mesa emite sons, ensina a escrever, corrige erros e encanta as crianças.

Coordenadora do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação local, Marlene Schmitt observa que o momento é de repensar a forma de interagir com a nova geração. Além das mesas educativas, lousas interativas substituem o quadro negro. Basta um clique da professora, e o mapa do mundo surge na tela.

– Não basta mais uma professora com giz e quadro negro. Isso não atende mais a expectativa deles que vêm de casa com um mundo colorido da TV e da Internet. A escola tem de ter atrativos – destaca Marlene.

Trabalhar o conhecimento de forma globalizada, atual, com produção de textos coletivos e a ferramenta da Internet é a tendência, adianta a coordenadora pedagógica da 1ª à 5ª série da Escola Municipal de Ensino Fundamental Borges de Medeiros, Andréia Schaeffer.

– Essa geração já nasceu conectada, e precisamos apresentar motivações para a aprendizagem deles – pontua.

Diante de tantas possibilidades, Diulielen de Castro, sete anos, elenca as vantagens:

– Esse computador conversa, nos explica a atividade, fala quando está errado e até comemora com a gente.

A expectativa é que a tecnologia aliada à educação ajude a equipe a zerar o índice de evasão escolar que já foi reduzido pela metade com atrativos nas aulas de inglês, em 2009.

– A escola deve fazer com que o aluno permaneça, e ele sente quando está sendo bem preparado – diz Marlene.


Fonte: Publicado originalmente na Zero Hora de 21 de maio de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

Os filhos da geração digital

SITE DO JORNAL A RAZÃO - Santa Maria

Os jovens nascidos nos anos 80 e 90, contemporâneos da revolução digital e conhecidos como geração Y, são inquietos e querem crescer rápido na carreira. São especialistas em lidar com tecnologia, usam mídias sociais com facilidade, sabem trabalhar em rede e estão sempre conectados. Mas se preocupam com o mercado de trabalho altamente competitivo e buscam cada vez mais a formação superior e o ingresso na carreira pública como passaporte para a estabilidade profissional.

Os dados fazem parte de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec), iniciada em 2007, que mapeou em profundidade um grupo de estudantes de administração de várias instituições de ensino superior e mostrou que, apesar das semelhanças, esses jovens não têm um perfil homogêneo. A geração Y sucede a chamada geração X, das pessoas que hoje estão na casa dos 40 anos de idade, e que sucederam a geração dos baby boomers, nascidos depois da 2ª Guerra Mundial, hoje com 60 anos ou mais. “Esses jovens, por serem altamente tecnológicos, têm uma relação com a comunicação diferente da geração anterior. Um jovem hoje consegue ver televisão, trabalhar no computador, conversar no MSN [programa de bate-papo pela internet] e ainda ouvir uma musiquinha. Essa característica, as gerações anteriores não têm”, comparou a economista Lúcia Oliveira, professora da graduação em administração do Ibmec.

A pesquisa coordenada por ela constatou que os jovens da geração Y podem ser divididos em quatro perfis distintos, conforme a visão sobre a vida e o trabalho: engajados, preocupados, céticos e desapegados. “Todos esses jovens veem o mercado de trabalho brasileiro como altamente competitivo. Para eles, encontrar emprego não é fácil, nem simples”, ressaltou a economista, que ouviu 31 estudantes em pesquisa qualitativa, com entrevistas individuais de até uma hora e meia.

Os engajados aceitam as condições do mercado de trabalho sem questionamentos e centralizam a vida na carreira profissional. Os preocupados também dão excessiva importância à carreira, mas têm ambições mais modestas. Os céticos são críticos do mercado privado, por considerarem que há uma competição exagerada e nociva, e preferem as carreiras públicas ou acadêmicas. Os desapegados dão menos importância ao trabalho do que às atividades ligadas à família e ao lazer, e visam as empresas públicas.

O contato com o grupo também levou a professora a constatar outras características típicas dos jovens nascidos nos anos 80 e 90, como a informalidade nas relações pessoais – menos hierarquizadas – e a facilidade de trabalhar em grupo, formando redes, em tarefas colaborativas, que não precisam nem ser feitas no mesmo espaço, mas pela internet.

“Eles estão acostumados a trabalharem em conjunto. Quando se tornarem líderes, vão priorizar a flexibilidade de horários e as novas formas de trabalhar. Um exemplo de empresa jovem é a Google, onde as pessoas não têm que bater ponto e está sendo muito bem sucedida, com um modelo de gestão diferente. Os mais velhos vieram de uma época em que as relações se davam no nível pessoal e não no virtual. A geração Y está habituada a se comunicar, a se integrar e a colaborar virtualmente”, explica ela.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Beto destina R$ 300 mil para cidade digital de Nova Prata

Nova Prata, município localizado na Região Nordeste do Rio Grande do Sul, começa a entrar na era digital. O deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS) destinou R$ 300 mil ao município por meio de emenda individual ao Orçamento Geral da União para a implementação de uma Cidade Digital. Nesta quarta-feira (07), o prefeito Vitor Pletsch (PSB) esteve no gabinete em Brasília para tratar do assunto com o deputado.

Na conversa, Pletsch disse ao parlamenentar estar certo de que Nova Prata passará a viver uma nova realidade a partir dessa inovação. “É um avanço sem precedentes, uma verdadeira transformação que está prestes a chegar para a nossa população”, avaliou o prefeito.

Com estes recursos, a prefeitura pretende interligar os serviços de saúde, educação e segurança, além de oferecer à população rural acesso gratuito à internet. Para Beto Albuquerque, a implantação de cidades digitais em municípios como Nova Prata, com 25 mil habitantes, é um avanço que precisa ser prioridade para os bons administradores que tenham a gestão pública como meta.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Estado: Uergs realiza simpósio sobre educação

Diário Popular – Pelotas, 27/6/2007

Com o objetivo de discutir a grande expansão da Educação a Distância, experiências e problemas vivenciados em instituições de Ensino Superior, a Uergs realiza no dia 2 de julho, no auditório da Delegacia Regional do Trabalho – RS (avenida Mauá, 1.013), em Porto Alegre, o simpósio E@D.BR – Educação a Distância em Universidades Brasileiras: Desafios e Perspectivas.

O evento, que é organizado pelo Núcleo de Educação a Distância, da Uergs, com o apoio da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação, contará com especialistas na área de educação. Entre os participantes, estão Hélio Chaves Filho, diretor do Departamento de Políticas em Educação a Distância da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação; Sérgio Roberto Kieling Franco, presidente da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior; Masako Oya Masuda, presidente da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro; Fernando José Spanhol, professor do Laboratório de Ensino a Distância da Universidade Federal de Santa Catarina e Fredric M. Litto, presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância.

As inscrições e os envios de trabalhos para publicação devem ser feitos através do site www.uergs.edu.br. 3288-9047.